|
31 October 2008
Backups necessitam ser testados e certificados para garantir a sua integridade e validade de uso em caso de necessidade
Artigo publicado na revista Moeda Viva edição Out/Nov 2008

Atualmente as empresas enfrentam desafios sempre crescentes de proteção e recuperação de dados, motivados por desastres naturais, ameaças humanas, aumento explosivo de dados armazenados, novas normas e regulamentações governamentais, violações de segurança, virus, hackers e outros.
Um conjunto de serviços de proteção e recuperação de dados deve fazer parte dos procedimentos empresariais, reduzindo os custos e riscos das informações associadas às normas ISO, processos judiciais e preservação de dados históricos.
Os métodos de cópias de segurança (backup´s), embora hoje sejam mais confiáveis que no passado, nem sempre são adequados de maneira ideal para a recuperação da informação em caso de desastre. Backups necessitam ser testados e certificados para garantir a sua integridade e validade de uso quando necessário. A grande maioria das empresas raramente testa ou valida as suas rotinas de backup para saber se o que está sendo armazenado é realmente o que elas necessitam para recomeçar em caso de desastre.
Hoje alguns setores de atividades já possuem normas regulamentando a necessidade de local de contingência, prazos para recuperação, validade dos dados históricos, etc. No Brasil ainda estamos muito longe do ideal, destacando-se apenas com essa preocupação o setor financeiro.
A sensação de que "isso não acontece comigo" ainda está presente na alta direção de muitas empresas. Orçamentos relacionados ao Planejamento de Recuperação de Desastre, Contingência e Backup-Site sempre são colocados em segundo plano em razão de outras necessidades mais urgentes. Ainda não há uma consciência comum de que se a empresa não possuir uma forma segura e eficaz de recuperar suas informações em caso de desastre, ela pode ficar definitivamente fora do mercado para sempre.
Estudos recentes efetuados por consultorias especializadas apontam que uma parte das grandes empresas gasta entre 2% e 4% do seu orçamento de TI em planejamento de recuperação de desastres. Esses valores se destinam a evitar prejuízos maiores. Estima-se que 43% das empresas que tiverem uma grande perda de dados informatizados nunca conseguirão reabir, 51% irão fechar no prazo de dois anos e apenas 6% irão sobreviver a longo prazo.
Planos de contingência não implicam apenas na recuperação de informações. Eles devem ser abrangentes em relação a toda a empresa, englobando pessoal, mobiliário, alimentação, energia, transporte, comunicação, suprimentos, e muitos outros detalhes.





